Livro, uma cachaça retangular

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Professores de História

Professores de História4 + 1 não são necessariamente 5! Este talvez seja um ponto de partida para aqueles que decidam seguir pelas páginas instigantes deste Professores de História: entre saberes e práticas. Nelas, a prática cotidiana de quatro professores de história, em turmas e espaços escolares diferenciados, é visitada de modo inteligente, por alguém que possui uma experiência docente não menos significativa no próprio campo da história. Lidando de forma criativa com um refinado referencial teórico, Ana Maria Monteiro possibilita a cada um de nós, professores de história ou não, melhor compreender como as histórias que contamos a nossos alunos não são a simples reprodução das histórias contidas nos textos historiográficos consagrados, e sim a expressão de uma permanente e sempre renovada tradução, feita a partir de saberes constituídos por meio da experiência docente e escolar, mas seguramente também alimentada por outros saberes e sabedorias forjados nas múltiplas experiências vividas, como professores e como cidadãos.

Este livro é uma pesquisa sobre os modos como os professores de História mobilizam os saberes que dominam para ensinar o que ensinam. Professores de História: entre saberes e práticas contribui, assim, para iluminar aspectos ainda obscuros e desconhecidos das formas de atuação na profissão docente, prática reflexiva fundamental para a formação de cidadãos e profissionais.

Acompanhar esta visita talvez seja tanto a possibilidade de compreendermos e praticarmos um pouco melhor nosso papel como autores das histórias que contamos cotidianamente a potenciais futuros autores de suas próprias vidas quanto a de orientarmos nossas narrativas pela reflexão a respeito do que fazemos, como fazemos e por que o fazemos – lição maior de um texto exemplar que possibilita que a soma de 4 + 1 seja cotidiana e necessariamente cinco!

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Pesquisa sobre leitura

Os limites e as possibilidades dos dados quantitativos para as pesquisas sobre leitura

Está disponível para leitura no site do CERLALC o texto Alcances y limitaciones de lãs encuestas cuantitativas, de Beatriz Helena Robledo, subdiretora de Leitura e Escrita da instituição. Neste artigo, Beatriz analisa a questão das pesquisas quantitativas sobre leitura, livros e leitores e o que pode ser aprendido por meio dos indicadores numéricos. Ela defende que é preciso colocar as pesquisas quantitativas em uma nova perspectiva, com um maior ajuste de suas técnicas, mais sutileza nas análises e uma abertura para a construção de novos indicadores “que permitan medir las transformaciones que se van dando en las prácticas de leer y escribir, como es el caso por ejemplo de la lectura y la escritura en internet”.

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Lógica do Fracasso Escolar – Psicanálise & Educação

Não há coisa mais irritante para os pais do que conversar com um amigo ou casal de amigos e saber, através destes, que o filho deles é aquele aluno nota 10 – logicamente que os mesmos pais se vangloriam disto –. Os pais que recebem esta informação, mentalmente confrontam com os resultados de seus próprios filhos, que na verdade são pífios. Até então não se cogitava levar o filho a ter um acompanhamento psicológico para supostamente resolver este problema. Isto mesmo, o psicanalista é a outra ponta da linha, onde estão inseridos os pais numa ponta tendo escola no meio, e que deverá resolver o problema do fracasso escolar daquela criança ou adolescente. Lógico que o caso acima é apenas ilustrativo, mas ocorre com grande freqüência. Entretanto, os pais também já haviam percebido que o fracasso escolar de seu(s) filho(s) era patente; porém, não queriam assumir que isto acontecia.

O que este livro propõe não é a solução do problema Fracasso Escolar, mas sim, entendê-lo a partir de dois questionamentos básicos, a saber: “Qual a causa do fracasso escolar?”; “Quem é o responsável pelo fracasso escolar?”. A partir destas questões agora levantadas, a autora analisa vários fatores como, por exemplo, a não integração entre pais, educadores e psicanálise para o esclarecimento da questão. Geralmente é quase um jogo de empurra, onde os pais empurram o problema para a escola e estas “encaminham” para instituições especializadas. Ou os pais empurram para o psicólogo ou psicanalista, para que estes dêem solução ao problema. No final das contas, sempre quem sai perdendo é o indivíduo. Neste ponto o livro também traz uma abordagem ousada e inovadora. Propõe não usar os modelos tradicionalistas que são generalizantes, mas a análise profunda e individual de cada caso. A autora parte de duas premissas, que são o Ineducável, isto é, há indivíduos em que a educação formal é praticamente impossível de ser aplicada; e a outra premissa é o conceito do Indecidível, baseado na teoria matemática de Kurt Gödel.

Porém, como em tudo na vida, podemos tirar exemplos de fatos já acontecidos, como o que foi lembrado no prefácio escrito por Vera Lopes Besset. Consta que Felipe da Macedônia entregou os cuidados da educação de Alexandre a Aristóteles, que teria a incumbência de transformá-lo em um filósofo. Alexandre foi um caso de fracasso escolar. A lição que tiramos disso é que não houve ensino nas bases da educação formal, que difere da transmissão de um saber. O contato com Aristóteles o fez disseminar a cultura grega pelo mundo. Alexandre não se tornou um filósofo, mas nos fez conhecer os filósofos.

[Sobre a autora]

Ruth Helena Pinto Cohen é Psicanalista. Membro aderente da Escola Brasileira de Psicanálise – Seção Rio. Supervisora clínica do Serviço de Psicanálise em Atenção à Infância do Hospital São Zacarias. Professora da Escola de Educação Física e Desportos e da pós-graduação do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Coordenadora dos projetos Aleph, destinado à pesquisa das etiologias do fracasso escolar, e Brincante, que realiza oficinas com crianças portadoras de doenças onco-hematológicas na sala de espera dos ambulatórios do Instituto de Puericultura Mastargão Gesteira.

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Ensino de História

Ensino de HistóriaO ensino de História se insere, no momento atual, em diversas problemáticas educacionais e historiográficas em meio ao processo de inclusão social que tem exigido redefinições de conteúdos históricos e de métodos possíveis de se articularem aos novos meios de comunicação com os quais as atuais gerações têm sido formadas e informadas. As universidades encarregadas da produção historiográfica e da formação docente, as decisões do poder estatal e do setor privado, o mercado da indústria cultural, assim como professores, têm obrigatoriamente de ser objeto de reflexão e de estudos articulados para a maior compreensão sobre a história escolar e sua contribuição para a formação de alunos provenientes de diversas condições econômicas e culturais.

Este livro busca contribuir para o estabelecimento de um diálogo estimulante com os professores envolvidos com o ensino da História na educação básica e também com aqueles interessados pelos problemas de formação da cidadania na atualidade.

Este livro representa o esforço para a promoção desses diálogos, fruto de debates do V Perspectivas do Ensino de História, realizado no Rio de Janeiro, um dos principais encontros que especialistas da área, provenientes de diversas instituições brasileiras, vêm realizando ao longo das últimas décadas. Os temas abordados nesse V Encontro em torno do eixo “sujeitos, saberes e práticas” marcam o aprofundamento das relações entre a produção acadêmica e a da história escolar, uma disciplina presente na formação de jovens e crianças desde o século XIX e participante de uma formação política e de identidades sociais cujas dimensões precisam ser constantemente redefinidas e situadas no processo educativo, para que possa desempenhar um papel significativo na cultura escolar do mundo contemporâneo.

ENSINO DE HISTÓRIA
Sujeitos, saberes e práticas
AUTOR: Ana Maria Monteiro, Arlette Medeiros Gasparello e Marcelo de Souza Magalhães (orgs.)
EDITORA: Mauad
PREÇO: R$ 35,00
PÁGINAS: 280

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Brasil é o país que menos gasta com educação

O Globo – 19/09/2007 – por BBC Brasil
O Brasil é o que menos gasta com educação dos 34 países analisados por um estudo da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) divulgado ontem. O Brasil é o que apresenta o menor investimento por estudante (do primário até a universidade), gastando US$ 1.303 por ano (cerca de R$ 2.488). Os 30 países da OCDE gastam, em média, US$ 7.527 (R$ 14.376 ). No país que mais gasta em educação, Luxemburgo, o valor chega a US$ 13.458 (R$ 25.705 ). Já no Chile, o outro país sul-americano estudado, o gasto é de US$ 2.864 (R$ 5.470). O Brasil também apresenta a maior diferença entre os gastos por estudante no ensino fundamental e secundário, em comparação com os universitários

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