4 + 1 não são necessariamente 5! Este talvez seja um ponto de partida para aqueles que decidam seguir pelas páginas instigantes deste Professores de História: entre saberes e práticas. Nelas, a prática cotidiana de quatro professores de história, em turmas e espaços escolares diferenciados, é visitada de modo inteligente, por alguém que possui uma experiência docente não menos significativa no próprio campo da história. Lidando de forma criativa com um refinado referencial teórico, Ana Maria Monteiro possibilita a cada um de nós, professores de história ou não, melhor compreender como as histórias que contamos a nossos alunos não são a simples reprodução das histórias contidas nos textos historiográficos consagrados, e sim a expressão de uma permanente e sempre renovada tradução, feita a partir de saberes constituídos por meio da experiência docente e escolar, mas seguramente também alimentada por outros saberes e sabedorias forjados nas múltiplas experiências vividas, como professores e como cidadãos.
Este livro é uma pesquisa sobre os modos como os professores de História mobilizam os saberes que dominam para ensinar o que ensinam. Professores de História: entre saberes e práticas contribui, assim, para iluminar aspectos ainda obscuros e desconhecidos das formas de atuação na profissão docente, prática reflexiva fundamental para a formação de cidadãos e profissionais.
Acompanhar esta visita talvez seja tanto a possibilidade de compreendermos e praticarmos um pouco melhor nosso papel como autores das histórias que contamos cotidianamente a potenciais futuros autores de suas próprias vidas quanto a de orientarmos nossas narrativas pela reflexão a respeito do que fazemos, como fazemos e por que o fazemos – lição maior de um texto exemplar que possibilita que a soma de 4 + 1 seja cotidiana e necessariamente cinco!
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O ensino de História se insere, no momento atual, em diversas problemáticas educacionais e historiográficas em meio ao processo de inclusão social que tem exigido redefinições de conteúdos históricos e de métodos possíveis de se articularem aos novos meios de comunicação com os quais as atuais gerações têm sido formadas e informadas. As universidades encarregadas da produção historiográfica e da formação docente, as decisões do poder estatal e do setor privado, o mercado da indústria cultural, assim como professores, têm obrigatoriamente de ser objeto de reflexão e de estudos articulados para a maior compreensão sobre a história escolar e sua contribuição para a formação de alunos provenientes de diversas condições econômicas e culturais.


