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Direito Autoral
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Os mandamentos para ser leitor, escritor e crítico
25 Setembro, 2007 • 4:11 pm 0
Escritores da Amazônia ‘lutam por reconhecimento’, diz ‘New York Times’
O jornal americano The New York Times destaca nesta segunda-feira a obra de escritores vindos do Amazonas que, “apesar do seu considerável talento tiveram problemas para fazer sua voz ser ouvida além da floresta”.
O correspondente do jornal, Larry Rother, cita os escritores Márcio Souza e Milton Hatoum, dizendo que ambos tiveram “que deixar a cidade (Manaus) e lutam para conquistar reconhecimento”.
Nicomendes Suárez-Arauz, professor de literatura latino-americana da Universidade da Flórida, ouvido pelo jornal, diz que a maioria das pessoas ainda tem uma concepção da Amazônia como “um lugar povoado por tribos, se é que é povoado”.
“A imagem de terra inóspita, de uma região selvagem, persiste e é promovida, então quando você fala em cultura e escritores, a reação é de surpresa.”
Suárez-Araúz diz que graças a “mundos literários” como os de Hatoum, é possível se conhecer “a realidade urbanizada” do Amazonas.
O jornal relata que, em obras premiadas como Dois Irmãos e Cinzas do Norte, Hatoum, que tem ascendência libanesa, fala sobre o papel dos imigrantes árabes no comércio da Amazônia e suas relações com outros grupos étnicos e raciais, desde índios até os descendentes dos portugueses.
O ‘NYT’ diz que os escritores do Amazonas, sejam eles do Brasil ou de países vizinhos, “tem que combater isolamento e insularidade para conquistar um mínimo de reconhecimento”.
Outro escritor amazonense citados no artigo é Dalcídio Jurandir, considerado o primeiro grande escritor modernista da região.
As obras de Jurandir, que morreu em 1979, dificilmente são encontradas em livraria e não são muito traduzidas.
“É um grande mistério, porque ele é um escritor muito, muito bom”, diz Lúcia Sá, professora da Universidade de Manchester, na Grã-Bretanha.
“Acho que a exclusão de Jurandir decorre do fato de ele ter sido um realista regional em uma época em que ninguém estava prestando atenção na Amazônia”, diz ela.
O artigo também dá destaque ao autor peruano Santiago Rioncagliolo, autor “de um dos mais aclamados romances passados no Amazonas nos últimos anos, El príncipe de los caimanes”. [Fonte: BBCBrasil]
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29 Novembro, 2006 • 6:19 pm 0
Pedro Páramo: Livro e filme
Dentro de sua brevidade Pedro Páramo sintetiza parte dos temas que têm interessado – e afligido – sempre os mexicanos, e que o talento de Rulfo soube captar no cotidiano dos habitantes do meio rural do sul de Jalisco. O planalto em chamas empreende a crônica de um país agonizante, matizado pelo rigor subsistente de seus antigos povoadores, os mortos, responsáveis pelo crescimento atrofiado que segue pesando sobre os vivos dentro da Comarca poeirenta e melancólica.
Sobre o Autor
Dificilmente um mexicano deixa de sentir, até nos dias atuais, a influência da Revolução Mexicana que se deu no início do século XX, Juan Rulfo foi diretamente atingido por ela, pois nasceu alguns anos após, mais precisamente em 1917, e sua família, que era proprietária de terras se viu arruinada. Cedo perdeu os pais.A mãe morreu de complicações cardíacas e o pai durante uma das várias batalhas internas do México, a Guerra de Cristero. Foi criado em um orfanato. Por um breve período foi seminarista, mas mudou-se para a Cidade do México, para estudar Direito. Nunca obteve a graduação. Tornou-se funcionário do serviço de emigração mexicano. Além da literatura sua outra paixão era a fotografia. De 1962 até sua morte em 1986, trabalhou no Instituto Nacional Indígena Mexicano.
Fundou revistas literárias e foi colaborador assíduo de outras tantas; também mantendo parcerias literárias com Carlos Fuentes e Gabriel Garcia Marques. Basicamente escreveu poucos livros e Pedro Páramo/O Planalto em Chamas[são dois livros em um só, na verdade] é considerado por muitos críticos como o primeiro livro escrito no gênero Realismo Mágico. Foi gestado por quase toda década de 1940, vindo a público na década de 1950.
Realismo Mágico
Muitos críticos analisam a literatura latino-americana como sendo basicamente classificada como Realismo Mágico. Ora, isto não é nenhum demérito. Na verdade é uma grande vertente literária que apresenta um continente, não somente geográfico, mas social, onde a conquista e a colonização se deram de modo peculiar. A formação dos vários países que atualmente se expressam em línguas latinas (um dia os EUA serão mais um país de língua latina) teve este componente mítico em sua formação. Basta ver o caso da chegada de Cortez ao México. Os presságios que assolaram e desconcertaram a mente de Montezuma se confirmaram de forma acachapante quando os espanhóis desembarcaram nas terras do Império Asteca.
Também não precisamos ir muito longe para entender que este gênero literário, o Realismo Mágico, têm representantes de várias outras línguas, como por exemplo, Ítalo Calvino. Temos também na própria América Latina o falecido escritor peruano Manuel Escorza, com seu “Garabombo, o Invisível”, Augusto Roa Bastos, escritor paraguaio de “Eu, o Supremo”. Muitos pensam que apenas Gabriel Garcia Marques, o escritor colombiano ganhador do Nobel de Literatura, é o grande expoente com o seu “Cem Anos de Solidão”. Esta vertente literária é como um rio caudaloso e sempre descobrimos e descobriremos novos autores, como por exemplo, David Toscana, outro autor mexicano, mas que prefere não classificar seus livros como sendo Realismo Mágico. Prefere, sim, que seja visto como uma literatura de cunho internacional. Na verdade isso não importa. Importa, sim, o talento com que escreve seus livros.
Cenas do filme baseado no livro Pedro Páramo, de Juan Rulfo.
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