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Arquivo para a categoria ‘Livro’

Prêmio Jabuti 2007

Vencedores do Prêmio Jabuti 2007Resmungos, de Ferreira Gullar, é o “Livro do Ano – Ficção” e Latinoamericana – Enciclopédia Contemporânea da América Latina e do Caribe, de Ivana Jinkings, Emir Sader, Carlos Eduardo Martins e Rodrigo Nobile, é o “Livro do Ano – Não-Ficção” do Prêmio Jabuti 2007. A cerimônia, que aconteceu no dia 31 de outubro na Sala São Paulo da Estação Júlio Prestes, na capital paulista, também premiou os vencedores em 20 categorias.

Relação completa dos vencedores por categoria.

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Borracheiro Biblioteca – Prêmio Viva Leitura 2007

6 novembro, 2007 2 comentários

O conserto de um simples furo no pneu que abre horizontes para o mundo da leitura. É assim que pode ser resumido o trabalho desenvolvido no bairro periférico de Caieira, perto do centro histórico da cidade Sabará, em Minas Gerais.

Trata-se da Borrachalioteca, vencedor do Prêmio Vivaleitura 2007 na categoria bibliotecas públicas, privadas e comunitárias. O projeto é um espaço de interação cultural entre o universo da leitura e os moradores do entorno, criado há quatro anos.

A idéia surgiu a partir da observação do interesse da freguesia e vizinhos pelos jornais locais e revistas que ficavam disponíveis na borracharia.

Marcos Túlio Damascena, filho do proprietário do estabelecimento, aberto há 11 anos, passou a levar livros para ler nos momentos de folga. Muitas discussões passaram a girar em torno dessas obras.

Em 2002, surgiu a idéia de fazer na própria borracharia uma biblioteca, com um acervo mais diversificado que os jornais e revistas que já eram oferecidos. As doações não demoraram a chegar, a primeira delas veio da Biblioteca Municipal, foram 72 livros.

Depois os próprios clientes se encarregaram de trazer suas doações e a iniciativa não parou mais de prosperar. O boca a boca espalhou a informação e logo toda a cidade já sabia da novidade. Foi quando o trabalho de acesso e empréstimos foi iniciado.

A antiga borracharia passou a ser conhecida como Borrachalioteca de Sabará. O seu principal diferencial são as facilidades e atrações para o acesso às obras.

Em 2005, com a notoriedade, as doações cresceram e não era mais possível acomodá-las na borracharia.

Foi quando a prefeitura local decidiu colaborar com o aluguel de uma loja ao lado. Com a ampliação do espaço físico, ações que estavam engavetadas puderam ser finalmente colocadas em prática. A primeira delas foi a Tardes Culturais, onde um contador de história reúne de 20 a 30 pessoas para ouvirem histórias todas as quartas-feiras.

O público freqüentador é bastante diversificado, porém o alvo do trabalho são as crianças e os adolescentes que descobriram inicialmente no lugar uma importante fonte para suas pesquisas escolares.

Mensalmente passam pelo local cerca de 220 usuários. O acervo cresceu e hoje chega a 6.500 exemplares disponíveis para toda a comunidade.

Inutilidades Literárias – Livros Assustadores

Estes livros encadernados em estilo vitoriano são uma ótima forma de brincar com seus amigos. Eles têm um sensor de movimento. Quando alguém se aproxima, eles se movimentam e emitem sons que podem ser assustadores.

Cachaça, a bebida nacional em dois livros

Quase todos os países têm a sua bebida nacional, que por pouco não são sinônimos para designar esta ou aquela parte do globo terrestre. Por exemplo, quando se fala a palavra tequila, logo nos remetemos ao México. O mesmo acontece com o saquê. Caso engraçado é o da vodka, que nos remete a Rússia, mas é uma bebida polonesa. O vinho, então, nem se fala; ou melhor, se fala que o mais tradicional é o francês.Agora, quando se ouve ou se fala a palavra cachaça, logo vem à mente o Brasil.

Portanto, a cachaça é a bebida brasileira. O mais interessante que, em vez de estar no mesmo patamar de prestígio social que as bebidas acima citadas, a cachaça durante séculos foi tida e vista como a bebida do zé povinho. Portanto, uma bebida menor que as elites brasileiras bebiam às escondidas.

A sua história está intimamente relacionada à nossa. O primeiro engenho data do início do século XVI e, por mais estranho que pareça, das capitanias hereditárias as duas que plantaram cana-de-açúcar foram as que obtiveram sucesso. São Vicente, no litoral norte de São Paulo, fundada por Martin Afonso de Souza, foi uma dessas capitanias e a inventora da cachaça. Foi moeda de troca durante a vigência do tráfico negreiro no Brasil.

De lá pra cá, mesmo sendo estigmatizada, proibida, subvalorizada é a bebida nacional. Há várias nomenclaturas; porém, segundo o autor, a verdadeira cachaça é aquela que pinga lentamente no alambique, sem qualquer tipo de adição ou extravagâncias além do recomendado.

Em Cachaça – Prazer Brasileiro, temos o primeiro guia prático do mundo sobre a bebida. Tendo todas as informações pertinente a este universo. Em seu outro livro, em edição bilíngüe, Cachaça bebendo e aprendendo (Cachaças drinking and learning), o autor Marcelo Câmara nos mostra as formas corretas pelas quais se deve degustar a cachaça e também indica algumas receitas e, de acordo com suas palavras, os bota-gostos, que melhor harmonizam com esta bebida que é a cara do Brasil.

Em ambos livros podemos ver o trabalho de dedicação a esta bebida e a sua defesa veemente, não apenas lá fora como aqui dentro. São citadas passagens em que algumas pessoas aqui do Brasil que “macaqueiam” termos utilizados para outras formas de degustação como o vinho e se apresentam como “cachaciers”. Sim, realmente soa estranho. A nomenclatura correta é pingófilo, cá pra nós, isto é muito mais Brasil.

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Machado de Assis: afro-descendente

23 outubro, 2007 1 comentário

Duvido que alguém aqui tenha gostado de ler Machado de Assis quando adolescente. As professoras nos empurravam quase toda literatura brasileira do século XIX e nós tínhamos que ler. Certamente, muitos de nós que ainda poderiam ter aquele gostinho pela leitura despertado, tiveram, sim, o gosto solapado. Quem sabe o que estou falando entende perfeitamente.

Agora, se por acaso, assim como aconteceu comigo, você estiver com 25 anos e de repente vai procurar alguma coisa numa antiga prateleira de livros e lhe cai aos pés, diretamente da prateleira, um exemplar de O Alienista, que alguma Tia dos tempos do primeiro grau lhe mandou ler, pegue-o e leia. Você vai se maravilhar e não se contentará apenas com este livro do Machado de Assis.

O mais interessante é saber não apenas o que ele escreveu, mas também sobre a sua vida. Vejamos o que diz o livro Machado de Assis Afro-descendente:

“Mulato, neto de escravos alforriados, nascido livre no morro do Livramento, no Rio de Janeiro, em 1839; órfão, na adolescência trabalha como balconista e operário gráfico; autodidata, passa da oficina à redação e, daí, ao emprego público e à literatura. Considerado um dos maiores escritores da língua portuguesa, Machado de Assis é acusado de aburguesamento. Esta reunião de textos convida o leitor a reavaliar o posicionamento machadiano em relação à escravidão e às relações inter-raciais existentes no Brasil do século XIX”.

Este livro é uma coletânea de textos (poemas, contos, crônicas e ficção) que mostra a figura dos negros e mulatos em Machado de Assis e também promove uma revisão da, agora errada, afirmativa “Machado negava sua origem” ou coisa parecida. Pelo contrário, ele a afirma através de suas palavras e personagens, mesmo que estes sejam figurantes em vez de protagonistas.

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53ª Feira do Livro de Porto Alegre

Tornar o hábito da leitura uma ação mais pluralista e transformadora é o objetivo declarado da Câmara Rio-Grandense do Livro para a 53ª Feira do Livro de Porto Alegre, que acontece de 26 de outubro a 11 de novembro. Além, é claro, da venda de publicações e do intercâmbio cultural. Outras questões de destaque desta edição, que contará com a presença de 165 expositores livreiros, são as relacionadas ao meio ambiente, cidadania e educação. As atividades, como as 170 mesas-redondas e mais de 30 oficinas, ocupam espaços tradicionais da capital gaúcha, como Praça da Alfândega, Memorial do Rio Grande do Sul, Casa de Cultura Mario Quintana, Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo e Cais do Porto.

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Participe do II Seminário Planos Nacionais de Livro e Leitura do Mercosul

Participe do II Seminário Planos Nacionais de Livro e Leitura do Mercosul

Todos que quiserem poderão participar do II Seminário Planos Nacionais de Livro e Leitura no Mercosul, já que será usada a tecnologia digital para estabelecer diálogos mais amplos. Para acompanhar, por exemplo, as discussões da mesa cujo tema é Os Autores, os Editores e as Livrarias nos Planos Nacionais do Livro e Leitura ou da que debate As bibliotecas nos Planos Nacionais do Livro e Leitura, ambas no dia 27, não é preciso sair de casa. Os debates serão transmitidos ao vivo por videoconferência e pela Internet. E, por meio de um Blog, as pessoas terão participação ativa nas discussões, fazendo suas considerações e perguntas aos debatedores durante a realização das mesas, enquanto estas são transmitidas em tempo real.

Veja o site

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TV Livro

O Grupo Scortecci e seus parceiros estão inaugurando a TV Livro. A proposta é postar e produzir vídeos na internet sobre autores, livros, leitura e literatura. Uma equipe de estagiários da USP, Mackenzie (Jornalismo) e Cásper Líbero (Rádio e TV) está à frente do projeto sob a coordenação do portal Amigos do Livro. A TV Livro já está no ar operando para “testes” e sua inauguração está prevista para o início de novembro deste ano. O espaço é livre e democrático desde que o assunto seja “o livro”. Aberta para autores, editoras, livrarias, academias de letras, grupos literários e entidades culturais, a TV pode ser visualizada pelo portal.

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O Negro no Futebol Brasileiro


No último dia 3 de junho de 2007, comemorou-se o 99º anversário de nascimento de Mario Filho. O jornalista que, dentre as diversas coisas que podemos falar a seu respeito, jamais devemos esquecer dá nome ao maior estádio do mundo, o Maracanã.

A sua importância não foi apenas no meio esportivo, mas também no jornalístico; pois praticamente revolucionou a cobertura esportiva, em especial, o futebol, que de suas entranhas, nos conta a história da participação do negro neste esporte que, para nós, é quase um modo de vida.

Esta edição traz um Caderno Especial com a trajetória de Mario Filho, assinada pelo neto e jornalista Mario Neto, com fotos e perfis de alguns dos primeiros craques negros e mulatos do futebol brasileiro, com o texto assinado pelo historiador Gilberto Agostino. Este Caderno chega ao final com a história da imagem da capa, do artista plástico Rebolo, que também foi jogador de futebol, e que mostra pioneiramente na arte brasileira uma cena de jogadores em campo: o negro driblando o próprio Rebolo, que se auto-retrata. Bem cuidada, com apuro nos detalhes – ao ponto de trazer reconstituído, como no original, o prefácio de Gilberto Freyre à primeira edição (de 1947), no qual havia lapsos – (supressões de palavras em dois parágrafos) desde a segunda edição (de 1964), a 4ª Edição traz ao público todo o percurso da obra. Assim, nada foi retirado em relação às edições anteriores: além do prefácio de Gilberto Freyre, o texto das orelhas da segunda edição, de Édison Carneiro, o das orelhas da terceira edição (1994), de João Máximo, e mesmo a apresentação do editor da terceira edição podem nela ser encontrados.

[ Sobre o livro ]

Gilberto Freyre, 1947
Aqui está um capítulo da história do futebol no Brasil que é também uma contribuição valiosa para a história da sociedade e da cultura brasileiras na sua transição da fase predominantemente rural para a predominantemente urbana.

João Máximo, 1994
(…) não há dúvida de que, em cada linha deste livro, está a marca da paternidade que todos nós, cronistas esportivos, reconhecemos em Mario Filho.

Epitácio Brunet, 2003
Mario Filho, ao definir a contribuição do negro brasileiro ao futebol, completou um ciclo de obras – tais como Casa Grande e Senzala, Formação do Brasil Contemporâneo ou Raízes do Brasil – voltadas para a interpretação do Brasil (…)
 

[ Sobre o autor ]

Mario Rodrigues Filho (1908-1966), que leva o nome do pai, um jornalista do início do século XX, e fundou o jornal A Manhã, veio de Recife para o Rio de Janeiro aos 8 anos de idade, juntamente com seus pais e irmãos, dentre eles o crônista e dramaturgo Nelson Rodrigues.

Fundou O Mundo Esportivo, um jornal esportivo que é considerado o primeiro do gênero no Brasil. Em 1936, compra o Jornal dos Sports, que pertencia a Roberto Marinho, com quem trabalhou no O Globo e era seu companheiro de sinuca.

Em acalorada polêmica na imprensa, vence a batalha contra Carlos Lacerda que desejava a construção do estádio para a Copa do Mundo de 1950, em Jacarepaguá. Mario vence e o Maracanã é construido no bairro de mesmo nome.

É o grande responsável pela mística do Fla-Flu.

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Economia Norte-americana no Sécul XIX – um inventário da prosperidade


Embora a admiração pela espetacular prosperidade econômica e pelo poderio norte-americano não seja unânime, não é menos verdade que a curiosidade despertada por isso tem se mantido de inúmeras formas em nossos dias.

No que diz respeito ao sistema econômico e às relações internacionais, pode-se afirmar que a ascensão dos Estados Unidos à condição de potência global foi o fato mais importante do século XX. Apesar do atentado de 11 de setembro de 2001, nenhum acontecimento relevante para o dinamismo das trocas entre as nações parece poder dispensar os acenos dos líderes norte-americanos.

Como se deu a rápida e imponente prosperidade dos Estados Unidos? De que modos tal desenvolvimento econômico se consolidou, apesar de seu passado colonial? Quais as soluções criadas pela sociedade norte-americana para lidar com as adversidades presentes ao longo de sua experiência histórica, e que lições podem ser daí retiradas?

A agradável e provocativa reflexão presente neste livro procura situar os fundamentos das respostas a essas questões no século XIX. Foram as primeiras décadas dos anos 1800 que prepararam o caminho para a explosiva combinação das experiências de inúmeros povos que se encontraram e se empenharam na faina de “fazer a América”, proporcionando o tempero cujo sucesso se traduziu não só no florescimento de uma agricultura comercial e na formação de um mercado interno substantivo, como também no fomento de uma impressionante atividade industrial e na concretização de uma rede de transportes e distribuição eficiente e altamente lucrativa, que conformaram a base econômica da prosperidade norte-americana.

O Autor
Márcio
Scalercio

Mestre
em História Social pela Universidade Federal Fluminense.
Professor titular da Universidade Cândido Mendes –
Ipanema e professor do Departamento de Economia da Pontifícia
Universidade Católica do Rio de Janeiro. Autor de
Oriente
Médio: uma análise reveladora sobre dois povos
condenados a conviver
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